Psicóloga Clínica

Jéssica Amaro

Desde sempre senti que não fui propriamente eu a escolher a Psicologia. De alguma forma, sinto que foi ela que me escolheu a mim.

Talvez porque, muito antes de saber o que significava ser psicóloga, já existia em mim uma curiosidade profunda sobre as pessoas, as relações e tudo aquilo que acontece dentro de nós, mas que nem sempre conseguimos explicar.

Em criança, questionava-me sobre as relações, sobre as escolhas, sobre o que levava as pessoas a agir de determinada forma. Procurava compreender as respostas para as perguntas da vida, como se existisse uma explicação capaz de tornar tudo mais claro.

Com o tempo, fui percebendo que crescer não significa encontrar respostas para todas as perguntas. Algumas vezes, significa aprender a olhar para elas de outra forma. Com mais curiosidade, mais profundidade e menos necessidade de encontrar certezas absolutas.

Hoje, percebo que aquela curiosidade de criança continua a acompanhar-me. Apenas ganhou outras formas, outros conhecimentos e uma nova dimensão. Penso que foi isto que me aproximou da Psicologia: a vontade de compreender o ser humano para além daquilo que se vê, escutando também aquilo que nem sempre encontra palavras.

Ler é o meu momento de autocuidado. A leitura, para mim, não é apenas uma forma de adquirir conhecimento, mas também uma maneira de reconhecer, explorar e dar significado àquilo que sinto.